
SOBERBA. «Se querem ser bons arqueólogos... têm de sair da biblioteca.» INDIANA JONES (Harrison Ford)
E até trilogias intocáveis são alvo de nova manipulação, tentando restituir o êxito de outrora. Devem ser poucos os que não sentiam saudades de Indiana Jones e consideram os três filmes originais como boas provas de que a aventura se pode inscrever no cinema sem que se comprometa a emoção, a inventividade.
Até porque «Os Salteadores da Arca Perdida» mostrou ao mundo que, se George Lucas e Steven Spielberg eram bons em separado, juntos tornavam-se imparáveis. O tempo passou... o cinema de massas parece preferir outro tipo de aventuras, mais amarradas ao poder do fantástico. Onde se insere a veterania de Indiana Jones neste novo paradigma?
Aproximando-se o mais que possível do mesmo estilo de sempre, preferindo voltar a testar os ponteiros do relógio, evitando os efeitos digitais exacerbados e insistindo nas acrobacias e nos socos como forma de passar obstáculos.
INDIANA JONES E A CAVEIRA DE CRISTAL é tudo aquilo que esperávamos do velho "Indy", com a sua sabedoria lacónica, o gosto pelas curtas palavras, a vontade em salvar o dia depois de muitas peripécias.
Um filme de Indiana Jones continua a ser uma montanha-russa e Spielberg fez a justa homenagem ao seu herói, mostrando que os cabelos brancos, as rugas e o ar pesado só dão mais sabedoria a uma boa jornada.
Neste tempo de regresso de velhos heróis - sim, Rambo, Rocky, Batman e Super-Homem já voltaram sem pedir licença -, o arqueólogo mais famoso soube actualizar-se, mantendo-se preso ao seu tempo. Não pedíamos mais.





















