
Falta ainda cerca de um mês para conhecermos o filme que está nas bocas de todos e é tido como o grande favorito para a próxima temporada de festivais - primeiros sinais? Já recebeu cinco nomeações para os Globos de Ouro. O que é certo é que, independentemente dos galardões, este melodrama extremamente sensível já merecia toda a atenção por representar a entrada de David Fincher neste género.
Espera-se que o realizador de «Se7en» ou «Clube de Combate» seja capaz de reinventar o drama existencial como o fez, quer com o filme de suspense puro, quer com o policial cerebral (sim, estou a referir-me a Zodiac).
De acordo com as primeiras críticas, parece que sim... e o tom fantástico da história, que culmina com um amor impossível, só lhe dá nuances que estávamos à espera de ver pela mão segura e multicriativa de Tim Burton, por exemplo, mas que não se esperava de um realizador aparentemente agarrado a um realismo cru, comprometido com as falhas interiores, e adepto da violência. E o que nos conta O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON? A vida bizarrra de um homem que nasce idoso e... à medida que os anos passam vai rejuvenescendo.
Uma antítese que servirá também para gerar interrogações sobre o sentido da vida. Depois, ao que parece, há um desempenho muito elogiado de Brad Pitt, cada vez mais empenhado em tornar-se um actor que gosta de arriscar e não se importa nada em ocultar a imagem de sex symbol que muitos (ou melhor, muitas) têm dele, e outro de Cate Blanchett - qual é a novidade?
Ainda assim, é o drama inscrito numa triste fantasia que parece estar a convencer multidões e a dar mais uma achas para o rótulo de «melhor cineasta da sua geração em Hollywood» a David Fincher. Quanto ao mote da história, é curto e muitíssimo eficaz: «A vida não se mede em minutos, mas em momentos.»
1 comentário:
Fui ver ontem, e gostei muito. Não achei que era um melodrama....não sei bem por quê. Mas é um filme sempre na "edge", sempre à beira de virar um melodrama, ou uma liçãozinha de moral, ou uma fantasia boba. Mas nunca vira. Ele não cai. No limite entre o genial e o ridículo, ele fica sempre no genial, no alegórico mais que no fantástico, e encanta muito. A fotografia é um arraso.
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