
INVEJA. «João Bénard da Costa viu muitos filmes, todos os filmes, uma vida inteira de filmes, mas também via sempre filmes que mais ninguém via, porque neles descrevia o que lá estava e não estava, isto é, aquilo que não era aparente e óbvio antes de o lermos nos seus textos.» in nota da Cinemateca
Morreu o «sr. Cinemateca».
Um daqueles símbolos sobre como vale a pena defender o cinema. E como ele foi maltratado no nosso país... Se o Museu do Cinema é a jóia que é hoje deve-o à figura que amava «Johnny Guitar» como ninguém e que explicava o que se escondia para lá das imagens nas folhas A4 distribuídas entre sessões.
Graças a ele olho para «O Retrato de Dorian Gray», de Albert Lewin, de uma forma diferente. Ou para «As Duas Feras», de Howard Hawks.
João Bénard da Costa (1935-2009) faz falta. Mesmo que o cinema continue. O ex-director da Cinemateca procurava transpor em palavras o que os olhos vêem e não esquecem. E contextualizou muitos dos filmes da nossa vida.
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